Nesta obra que transita entre o luto e o realismo fantástico, a busca de Frederico pela borboleta azul exigiu um tratamento que fundisse a crueza da dor com a delicadeza do surreal. Como colorista, utilizei o Digital Photochemical Framework (DPF) para criar uma ponte invisível entre a fotografia e os elementos 3D.
O desafio central foi a integração das borboletas e das flores que brotam do protagonista. Através da reengenharia de sinal no espaço SFC, garantimos que o CGI não apenas “flutuasse” sobre a imagem, mas herdasse a mesma estrutura de grão, micro-contraste e resposta de luz do material capturado. Essa abordagem eliminou a esterilidade do digital, permitindo que o fantástico parecesse organicamente registrado pela lente. A paleta, guiada pelo azul da borboleta, foi trabalhada com latitude expandida para sustentar a melancolia da ausência e o vigor da nova vida, resultando em uma estética densa e puramente narrativa.